


A Rede de Cidades Intermediárias e Sistemas Agroalimentares (Rede CISA) nasceu em 2020, fruto da colaboração entre o Governo do Departamento de Canelones (Uruguai) e a Food and Agriculture Organization of the United Nations, com o propósito de criar um espaço de cooperação entre governos locais para fortalecer os sistemas alimentares sustentáveis.
Inicialmente composta por mais de 30 cidades, a Rede estabeleceu seus estatutos e mecanismos de governança em 2021, consolidando uma estrutura participativa e uma agenda comum em torno da segurança alimentar e da sustentabilidade territorial.
Desde então, a Rede expandiu-se para 10 países da América Latina e do Caribe, reunindo 71 cidades membros, refletindo o crescente compromisso regional em promover sistemas agroalimentares resilientes, inclusivos e sustentáveis.
Princípios de rede
A Rede CISA orienta-se pelos princípios da colaboração, equidade e sustentabilidade, promovendo o diálogo entre cidades intermediárias e fortalecendo a governança local para transformar os sistemas agroalimentares. Seu trabalho baseia-se na solidariedade territorial, na participação ativa da comunidade e no compromisso com o desenvolvimento inclusivo, alicerçado na justiça social, no respeito ao meio ambiente e no direito humano à alimentação adequada.


Metas
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Promover a troca de conhecimentos e experiências através de um espaço de aprendizagem, diálogo e soluções locais que fortaleçam os sistemas agroalimentares sustentáveis.
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Desenvolver as capacidades dos prefeitos e das equipes técnicas das cidades intermediárias , promovendo uma gestão mais eficaz em matéria de políticas agroalimentares e desenvolvimento territorial.
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Promover a cooperação entre cidades , fomentando a colaboração, o trabalho conjunto e a mobilização de recursos para implementar iniciativas que melhorem a segurança alimentar, a sustentabilidade e a resiliência dos territórios.
Linhas de ação
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Segurança Alimentar e Nutricional.
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Transformação alimentar (digitalização e incorporação de tecnologias na governança do sistema alimentar).
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Resiliência e papel das cidades intermediárias na recuperação econômica e social, com intercâmbio de experiências.
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Participação na Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas (FSS) e em outros espaços relevantes da agenda internacional relacionados às suas linhas de ação.
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Infraestrutura agrícola para fortalecer os sistemas alimentares.
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Infraestrutura para o desenvolvimento sustentável das cidades.
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Estratégias de articulação entre governos locais e nacionais.
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Geração de indicadores para medir a segurança alimentar.
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Pesquisa e desenvolvimento de bases de dados com experiências bem-sucedidas de sistemas agroalimentares em cidades intermediárias.
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Comércio justo e responsável para fortalecer os sistemas agroalimentares.
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Intercâmbio de boas práticas sobre estratégias que protejam produtores e cooperativas, ao mesmo tempo em que atraem investimentos.
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Valorização do conhecimento por meio da sistematização e consolidação de saberes e práticas tradicionais de produção de alimentos e agricultura sustentável.

Estrutura organizacional

A Rede de Cidades Intermediárias e Sistemas Alimentares (Rede CISA) organiza-se sob uma estrutura participativa que facilita a cooperação, a tomada de decisões e a implementação de ações conjuntas entre seus membros. Essa estrutura é liderada pela Presidência, órgão de direção e representação política da Rede, responsável por coordenar as linhas estratégicas e promover a articulação entre os diferentes níveis de trabalho.
Os membros da Rede —cidades da América Latina e do Caribe comprometidas com o fortalecimento dos sistemas agroalimentares— participam ativamente do desenho e da implementação de iniciativas locais, compartilhando experiências e boas práticas.
Por sua vez, os Grupos de Trabalho funcionam como espaços temáticos especializados, orientados à análise, desenvolvimento e execução de projetos em áreas-chave como segurança alimentar, economia circular, inovação territorial e resiliência climática.
Em conjunto, essa estrutura permite à Rede CISA consolidar-se como um modelo de governança colaborativa, promovendo a sustentabilidade, a equidade territorial e o fortalecimento dos governos locais na região.
Presidência
Desde 2025, a Presidência está a cargo do prefeito de Cerro Navia, Mauro Tamayo Rozas, primeiro chileno a assumir a condução desta plataforma, que reúne 71 cidades de dez países da América Latina e do Caribe.
A Rede promove políticas locais voltadas ao fortalecimento de sistemas alimentares sustentáveis, à segurança alimentar e à equidade territorial, diante de desafios como as mudanças climáticas, a urbanização acelerada e a pobreza. Nesse contexto, Tamayo lidera um espaço de cooperação entre governos locais, organismos internacionais e sociedade civil, com foco em impulsionar soluções inovadoras e sustentáveis para o desenvolvimento das cidades intermediárias.
Durante sua gestão, Cerro Navia tem sido reconhecida internacionalmente por iniciativas como o Banco de Alimentos — o primeiro de caráter público no Chile —, assim como por projetos de recuperação urbana, saúde comunitária e criação de espaços verdes, entre eles o Parque Mapocho Río.


Secretaría técnica
A Secretaria Técnica, sob responsabilidade da Food and Agriculture Organization of the United Nations, presta suporte técnico e operacional à Presidência, aos membros e aos Grupos de Trabalho da Rede CISA, coordenando a difusão, a elaboração de estratégias e o desenvolvimento de atividades conjuntas.
Entre suas funções destacam-se a articulação entre os membros, a organização de encontros e oficinas, o assessoramento técnico, o acompanhamento do plano de trabalho, a promoção da cooperação triangular e a elaboração de relatórios e informes.
Para isso, realiza reuniões virtuais periódicas, uma instância anual de avaliação e a difusão sistemática de documentos e resultados, em coordenação com a cidade que exerce a Presidência.
Grupos de Trabalho e Integrantes
da Rede
A Rede de Cidades Intermediárias e Sistemas Alimentares (Rede CISA) poderá constituir os Grupos de Trabalho que considerar necessários, em conformidade com as linhas de ação definidas em seu regulamento. Esses grupos atuarão como espaços de colaboração técnica e temática, voltados ao desenvolvimento de iniciativas específicas que contribuam para o fortalecimento dos sistemas alimentares sustentáveis na região.
A Rede é composta por dois tipos de membros:
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Membros Ordinários: Cidades intermediárias que solicitaram formalmente sua incorporação e foram aceitas como parte ativa da Rede.
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Membros Observadores: Cidades intermediárias que participam de atividades ou instâncias da Rede sem integrar formalmente sua estrutura.
Essa composição busca promover uma participação diversa e colaborativa, favorecendo o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de capacidades entre os territórios membros.


Requisitos para ser membro
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Ser uma cidade ou território com unidade jurisdicional de uma região intermediária de um país da América Latina e do Caribe. Considera-se cidade intermediária aquela urbe ou unidade jurisdicional com população de até 1.000.000 de habitantes.
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Contar com políticas institucionais em conformidade com os objetivos e fins da Rede.
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Designar um representante titular e um suplente da cidade.
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Enviar uma solicitação oficial dirigida à Presidência da Rede, indicando as características da cidade, suas fortalezas e as expectativas de integração.
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As cidades fundadoras poderão apresentar candidaturas de outras cidades com as quais mantenham vínculos de trabalho e propor sua incorporação.
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Recebida a solicitação, a Secretaria Técnica tomará conhecimento e informará à Presidência, para consulta às cidades membros em um prazo máximo de 60 dias.
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Uma vez aprovado o ingresso, a cidade deverá assinar uma carta de compromisso, declarando expressamente a aceitação dos compromissos e da normativa da Rede.
Financiamiento
A Presidência, com o apoio da Secretaria Técnica, realizará gestões no âmbito da cooperação bilateral, triangular e multilateral para captar recursos que permitam financiar o funcionamento da Rede.
Serão desenvolvidos projetos voltados à captação de financiamento.
Serão considerados os aportes financeiros e em espécie que possam ser realizados pelos membros da Rede.

