

A Rede de Cidades Intermediárias e Sistemas Agroalimentares (Rede CISA) nasceu em 2020 a partir de uma iniciativa impulsionada pelo Governo de Canelones (Uruguai) e pela FAO, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre governos locais para promover sistemas alimentares mais sustentáveis.
Em 2021, a Rede formalizou sua estrutura de governança e definiu uma agenda comum centrada na segurança alimentar, na sustentabilidade territorial e no intercâmbio de experiências entre cidades.
Atualmente, reúne mais de 80 cidades de 12 países da América Latina e do Caribe, consolidando-se como uma das principais plataformas regionais de colaboração para impulsionar sistemas agroalimentares resilientes, inclusivos e sustentáveis.

Natureza e Composição
A Rede de Cidades Intermediárias e Sistemas Agroalimentares é resultado de uma iniciativa promovida por cidades, territórios e regiões de países da América Latina, em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Somos compostos por representantes de Cidades Intermediárias pertencentes a países da América Latina e do Caribe.


Princípios Orientadores
A Rede CISA rege-se pelos princípios da cooperação, solidariedade, compromisso, inclusão, igualdade de gênero, direitos humanos, transparência, neutralidade, independência e sustentabilidade, promovendo o desenvolvimento sustentável das cidades intermediárias e de seus sistemas alimentares.
Áreas de Ação da Agenda Urbana
-
Planejamento e Governança Alimentar: Impulsionamos sistemas alimentares integrados e mecanismos de governança inclusivos para promover o desenvolvimento territorial sustentável.
-
Produção Local e Compras Públicas: Fortalecemos as cadeias curtas de abastecimento e as compras públicas para potencializar a produção alimentar local.
-
Inovação e Desenvolvimento Econômico: Promovemos empresas agroalimentares sustentáveis que gerem emprego e dinamizem as economias locais.
-
Cidades Saudáveis: Impulsionamos o acesso a alimentos saudáveis e a espaços verdes para melhorar a qualidade de vida das comunidades.
-
Economia Circular e Redução de Perdas: Incentivamos cadeias de abastecimento eficientes e estratégias de bioeconomia circular para reduzir o desperdício de alimentos.
-
Conhecimento e Cooperação: Produzimos evidências, promovemos o intercâmbio de experiências e desenvolvemos ferramentas para fortalecer a governança alimentar e a cooperação entre cidades.


Estrutura Organizacional
Organizamo-nos por meio de uma estrutura colaborativa que promove a coordenação, a tomada de decisões e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas entre seus membros.
A Presidência lidera a orientação estratégica e a representação política da Rede, enquanto as cidades integrantes participam ativamente do intercâmbio de experiências e da implementação de ações em seus territórios.
Os Grupos de Trabalho contribuem com uma dimensão técnica, impulsionando projetos e propostas em áreas-chave para o fortalecimento de sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e inclusivos.
Presidência
Desde 2025, a Presidência da Rede CISA é exercida pelo prefeito de Cerro Navia, Mauro Tamayo Rozas, tornando-se o primeiro chileno a liderar esta plataforma que reúne 82 cidades de dez países da América Latina e do Caribe.
Sob sua liderança, a Rede impulsiona a cooperação entre governos locais para fortalecer sistemas alimentares sustentáveis e promover soluções para desafios como as mudanças climáticas, a urbanização e as desigualdades territoriais.
Sua gestão tem sido marcada pelo reconhecimento internacional de iniciativas desenvolvidas em Cerro Navia, entre elas o primeiro Banco de Alimentos público do Chile e diversos projetos de recuperação urbana, saúde comunitária e ampliação de áreas verdes.


Secretaria Técnica
A Secretaria Técnica, exercida pela FAO, presta apoio técnico e operacional à Presidência, às cidades membros e aos Grupos de Trabalho da Rede CISA.
Entre suas principais funções estão a coordenação entre os integrantes da Rede, o acompanhamento dos planos de trabalho, a organização de encontros e atividades de intercâmbio, a promoção da cooperação entre cidades e a elaboração de relatórios e produtos de conhecimento.
Para isso, desenvolve reuniões periódicas, instâncias de avaliação e ações de divulgação em coordenação com a cidade que exerce a Presidência.
Grupos de Trabalho e Integrantes
da Rede
Contamos com Grupos de Trabalho especializados que impulsionam o intercâmbio de conhecimentos, a cooperação técnica e o desenvolvimento de iniciativas relacionadas aos sistemas alimentares sustentáveis.
A Rede também é composta por duas categorias de membros: as cidades que fazem parte ativa de sua estrutura e aquelas que participam como observadoras em suas diferentes instâncias de trabalho.
Esse modelo promove a colaboração entre governos locais, favorecendo a aprendizagem mútua, o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de capacidades em toda a região.


Requisitos para ser membro
-
Ser uma cidade ou território com unidade jurisdicional de uma região intermediária de um país da América Latina e do Caribe. Considera-se cidade intermediária aquela urbe ou unidade jurisdicional com população de até 1.000.000 de habitantes.
-
Contar com políticas institucionais em conformidade com os objetivos e fins da Rede.
-
Designar um representante titular e um suplente da cidade.
-
Enviar uma solicitação oficial dirigida à Presidência da Rede, indicando as características da cidade, suas fortalezas e as expectativas de integração.
-
As cidades fundadoras poderão apresentar candidaturas de outras cidades com as quais mantenham vínculos de trabalho e propor sua incorporação.
-
Recebida a solicitação, a Secretaria Técnica tomará conhecimento e informará à Presidência, para consulta às cidades membros em um prazo máximo de 60 dias.
-
Uma vez aprovado o ingresso, a cidade deverá assinar uma carta de compromisso, declarando expressamente a aceitação dos compromissos e da normativa da Rede.
Financiamiento
A Presidência, com o apoio da Secretaria Técnica, realizará gestões no âmbito da cooperação bilateral, triangular e multilateral para captar recursos que permitam financiar o funcionamento da Rede.
Serão desenvolvidos projetos voltados à captação de financiamento.
Serão considerados os aportes financeiros e em espécie que possam ser realizados pelos membros da Rede.

